Pessoas on line

domingo, 14 de outubro de 2012


 

Imagem do nosso Padroeiro São Jorge venerada em nossa Paróquia, restaurada pelo nosso amigo mestre Rivelino.


O pretenso casamento ortodoxo realizado na Turquia na novela Salve Jorge foi bem na Catedral Ortodoxa Antioquina de São Paulo-SP Vale a pena conhecer esta jóia da arte iconografica bizantina . Eu (arquimandrita João, greco melquita católico) e Dom Damaskinos Mansour, (arcebispo ortodoxo antioquino do Brasil) de frente para o iconóstase.

 ABERTURA DO

ANO DA FÉ
OUTOBRO DE 2012 A OUTUBRO DE 2013
O ANO DA FÉ  foi inaugurado oficialmente pelo Santo Padre o Papa Bento XVI em Roma, durante Solene Celebração Eucarística na Praça de São Pedro na manhã da quinta- feira, dia 11.
No Domingo dia 14, ás 09:00 iniciamos as Celebrações na Praça em frente à Paróquia. Com este gesto recordamos o fato de ser o mundo (família, trabalho, lazer, sociedade...) o local para apresentar o testemunho da nossa FÉ.
Como fez São Paulo apresentado o "DEUS DESCONHECIDO"


 Detalhe do nicho e da inscrição como no Areópago de Atenas atrás do Arquimandrita João. Num mundo tão religioso, mas vazio de Deus.
 Em seguida caminhamos até à Paróquia onde se deu a Benção das Portas da Igreja. Lembrando que ali é o espaço e o momento para ingressarmos no “Mistério da Fé”;
Durante a Santa e Divina Liturgia houve a celebração do Sacramento do Santo Batismo. É o Sacramento do Batismo o “sacramento porta”; por ele entramos na vida dos Filhos de Deus, membros do Corpo de Cristo(Igreja), ao final  da Liturgia todos receberam um resumo da Carta Apostólica “PORTA FIDEI” através da qual o Santo Padre proclamau o Ano da Fé.
Aqui a imagem do Divino Pai Eterno oferecida Pelo Santuário de Trindade-GO
Apresentação das crianças que foram batizadas: Ana Júlia, Ana Rita e Emanuel
Após a Unção das crianças, seguiu-se a unção de todos os fiéis

Com velas acesas antes do grande Credo fizemos a Renovação das Promessas do Batismo; Renúncia e Adesão a Cristo 
Benção da Água Batismal e asperção sobre todo os fiéis
Batismo das Crianças

Recepção dos recém Batizados e tres voltas ao redor do Santo Evangelho cantando as palavras do Santo Apóstolo Paulo: "Vós todos que fostes batizados no Cristo; vos revestistes do Cristo. Aleluia!  



Antes da Sagrada Comunhão foi conferido ás crianças recém batizadas o complemento do Santo Batismo: o Santo Miron ou Crisma.
 Durante este Ano da Fé, estaremos realizando uma série de Encontros de Estudos, Orações e Viagens a Locais de Peregrinação... (Estudo das Sagradas Escrituras, Santos Padres, Catecismo da Igreja, Catequese Sacramental, Estudos sobre a Liturgia e Santos ícones... ) Um grupo de Paroquianos se reunirá com o Pároco ao longo deste “ Ano da Fé” para preparar e incentivar tais eventos. No Sábado dia 13 não houve a Divina Liturgia, nem no Domingo dia 14 ás 19:00 horas, para que todos pudessem participar da Inauguração do ANO DA FÉ; unidos numa mesma Celebração.
Arquimandrita João, Paróco

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

12 DE OUTUBRO
NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO "APARECIDA"nas águas do Rio Paraíba em 1717
Rainha e Padroeira do Brasil

Imagem venerada em nossa Paróquia


No Evangelho de hoje lemos:
"MARIA GUARDAVA TODOS
ESTES FATOS E OS MEDITAVAM
EM SEU CORAÇÃO"

São Lucas

Momentos da Divina Liturgia 


quinta-feira, 11 de outubro de 2012


 
ANO DA FÉ
HOMILIA DE SUA SANTIDADE O PAPA BENTO XVI
Santa Missa de abertura do Ano da Fé
Praça São Pedro - Vaticano
Quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Patriarcas orientais católicos

 (Nosso Patriarca Gregório III, segundo da esquerda para a direita)
Venerados Irmãos,
Queridos irmãos e irmãs!

Hoje, com grande alegria, 50 anos depois da abertura do Concílio Vaticano II, damos início ao Ano da fé. Tenho o prazer de saudar a todos vós, especialmente Sua Santidade Bartolomeu I, Patriarca de Constantinopla, e Sua Graça Rowan Williams, Arcebispo de Cantuária. Saúdo também, de modo especial, os Patriarcas e Arcebispos Maiores das Igrejas Orientais católicas, e os Presidentes das Conferências Episcopais. Para fazer memória do Concílio, que alguns dos aqui presentes – a quem saúdo com afeto especial - tivemos a graça de viver em primeira pessoa, esta celebração foi enriquecida com alguns sinais específicos: a procissão inicial, que quis recordar a memorável procissão dos Padres conciliares, quando entraram solenemente nesta Basílica; a entronização do Evangeliário, cópia daquele que foi utilizado durante o Concílio; e a entrega das sete mensagens finais do Concílio e do Catecismo da Igreja Católica, que realizarei no termo desta celebração, antes da Bênção Final. Estes sinais não nos fazem apenas recordar, mas também nos oferecem a possibilidade de ir além da comemoração. Eles nos convidam a entrar mais profundamente no movimento espiritual que caracterizou o Vaticano II, para que se possa assumi-lo e levá-lo adiante no seu verdadeiro sentido. E este sentido foi e ainda é a fé em Cristo, a fé apostólica, animada pelo impulso interior que leva a comunicar Cristo a cada homem e a todos os homens, no peregrinar da Igreja nos caminhos da história.
O Ano da fé que estamos inaugurando hoje está ligado coerentemente com todo o caminho da Igreja ao longo dos últimos 50 anos: desde o Concílio, passando pelo Magistério do Servo de Deus Paulo VI, que proclamou um "Ano da Fé", em 1967, até chegar ao o Grande Jubileu do ano 2000, com o qual o Bem-Aventurado João Paulo II propôs novamente a toda a humanidade Jesus Cristo como único Salvador, ontem, hoje e sempre. Entre estes dois Pontífices, Paulo VI e João Paulo II, houve uma profunda e total convergência na visão de Cristo como o centro do cosmos e da história, e no ardente desejo apostólico de anunciá-lo ao mundo. Jesus é o centro da fé cristã. O cristão crê em Deus através de Jesus Cristo, que nos revelou a face de Deus. Ele é o cumprimento das Escrituras e seu intérprete definitivo. Jesus Cristo não é apenas o objeto de fé, mas, como diz a Carta aos Hebreus, é aquele “que em nós começa e completa a obra da fé” (Hb 12,2).
O Evangelho de hoje nos fala que Jesus Cristo, consagrado pelo Pai no Espírito Santo, é o verdadeiro e perene sujeito da evangelização. “O Espírito do Senhor está sobre mim, / porque ele me consagrou com a unção / para anunciar a Boa-Nova aos pobres” (Lc 4,18). Esta missão de Cristo, este movimento, continua no espaço e no tempo, ao longo dos séculos e continentes. É um movimento que parte do Pai e, com a força do Espírito, impele a levar a Boa-Nova aos pobres, tanto no sentido material como espiritual. A Igreja é o instrumento primordial e necessário desta obra de Cristo, uma vez que está unida a Ele como o corpo à cabeça. “Como o Pai me enviou, também eu vos envio” (Jo 20,21). Estas foram as palavras do Senhor Ressuscitado aos seus discípulos, que soprando sobre eles disse: “Recebei o Espírito Santo” (v. 22). O sujeito principal da evangelização do mundo é Deus, através de Jesus Cristo; mas o próprio Cristo quis transmitir à Igreja a missão, e o fez e continua a fazê-lo até o fim dos tempos infundindo o Espírito Santo nos discípulos, o mesmo Espírito que repousou sobre Ele, e n’Ele permaneceu durante toda a sua vida terrena, dando-lhe a força de “proclamar a libertação aos cativos / e aos cegos a recuperação da vista; para libertar os oprimidos e para proclamar um ano da graça do Senhor” (Lc 4,18-19).


O Concílio Vaticano II não quis colocar a fé como tema de um documento específico. E, no entanto, o Concílio esteve inteiramente animado pela consciência e pelo desejo de ter que, por assim dizer, imergir mais uma vez no mistério cristão, para poder propô-lo novamente e eficazmente para o homem contemporâneo. Neste sentido, o Servo de Deus Paulo VI, dois anos depois da conclusão do Concílio, se expressava usando estas palavras: “Se o Concílio não trata expressamente da fé, fala da fé a cada página, reconhece o seu caráter vital e sobrenatural, pressupõe-na íntegra e forte, e estrutura as suas doutrinas tendo a fé por alicerce. Bastaria recordar [algumas] afirmações do Concílio (...) para dar-se conta da importância fundamental que o Concílio, em consonância com a tradição doutrinal da Igreja, atribui à fé, a verdadeira fé, que tem a Cristo por fonte e o Magistério da Igreja como canal” (Catequese na Audiência Geral de 8 de março de 1967).
Agora, porém, temos de voltar para aquele que convocou o Concílio Vaticano II e que o inaugurou: o Bem-Aventurado João XXIII. No Discurso de Abertura, ele apresentou a finalidade principal do Concílio usando estas palavras: “O que mais importa ao Concílio Ecumênico é o seguinte: que o depósito sagrado da doutrina cristã seja guardado e ensinado de forma mais eficaz. (...) Por isso, o objetivo principal deste Concílio não é a discussão sobre este ou aquele tema doutrinal... Para isso, não havia necessidade de um Concílio... É necessário que esta doutrina certa e imutável, que deve ser fielmente respeitada, seja aprofundada e apresentada de forma a responder às exigências do nosso tempo”.
À luz destas palavras, entende-se aquilo que eu mesmo pude então experimentar: durante o Concílio havia uma tensão emocionante, em relação à tarefa comum de fazer resplandecer a verdade e a beleza da fé no hoje do nosso tempo, sem sacrificá-la frente às exigências do presente, nem mantê-la presa ao passado: na fé ecoa o eterno presente de Deus, que transcende o tempo, mas que só pode ser acolhida no nosso hoje, que não torna a repetir-se. Por isso, julgo que a coisa mais importante, especialmente numa ocasião tão significativa como a presente, seja reavivar em toda a Igreja aquela tensão positiva, aquele desejo ardente de anunciar novamente Cristo ao homem contemporâneo. Mas para que este impulso interior à nova evangelização não seja só um ideal e não peque de confusão, é necessário que ele se apóie sobre uma base concreta e precisa, e esta base são os documentos do Concílio Vaticano II, nos quais este impulso encontrou a sua expressão. É por isso que repetidamente tenho insistido na necessidade de retornar, por assim dizer, à “letra” do Concílio - ou seja, aos seus textos - para também encontrar o seu verdadeiro espírito; e tenho repetido que neles se encontra a verdadeira herança do Concílio Vaticano II. A referência aos documentos protege dos extremos tanto de nostalgias anacrônicas como de avanços excessivos, permitindo captar a novidade na continuidade. O Concílio não excogitou nada de novo em matéria de fé, nem quis substituir aquilo que existia antes. Pelo contrário, preocupou-se em fazer com que a mesma fé continue a ser vivida no presente, continue a ser uma fé viva em um mundo em mudança.
Se nos colocarmos em sintonia com a orientação autêntica que o Bem-Aventurado João XXIII queria dar ao Vaticano II, poderemos atualizá-la ao longo deste Ano da Fé, no único caminho da Igreja que quer aprofundar continuamente a “bagagem” da fé que Cristo lhe confiou. Os Padres conciliares queriam voltar a apresentar a fé de uma forma eficaz, e se quiseram abrir-se com confiança ao diálogo com o mundo moderno foi justamente porque eles estavam seguros da sua fé, da rocha firme em que se apoiavam. Contudo, nos anos seguintes, muitos acolheram acriticamente a mentalidade dominante, questionando os próprios fundamentos do depositum fidei a qual infelizmente já não consideravam como própria diante daquilo que tinham por verdade.

Sua Santidade o Santo Padre Bento XVI, grande guardião de nossa fé católica e apostólica

e Sua Beatitude Patriarca o Gregório III de Antioquia dos Grecos Melquitas Católicos

Se a Igreja hoje propõe um novo Ano da Fé e a nova evangelização, não é para prestar honras a uma efeméride, mas porque é necessário, ainda mais do que há 50 anos! E a resposta que se deve dar a esta necessidade é a mesma desejada pelos Papas e Padres conciliares e que está contida nos seus documentos. Até mesmo a iniciativa de criar um Concílio Pontifício para a Promoção da Nova Evangelização – ao qual agradeço o empenho especial para o Ano da Fé – enquadra-se nessa perspectiva. Nos últimos decênios tem-se visto o avanço de uma "desertificação" espiritual. Qual fosse o valor de uma vida, de um mundo sem Deus, no tempo do Concílio já se podia perceber a partir de algumas páginas trágicas da história, mas agora, infelizmente, o vemos ao nosso redor todos os dias. É o vazio que se espalhou. No entanto, é precisamente a partir da experiência deste deserto, deste vazio, que podemos redescobrir a alegria de crer, a sua importância vital para nós homens e mulheres. No deserto é possível redescobrir o valor daquilo que é essencial para a vida; assim sendo, no mundo de hoje, há inúmeros sinais da sede de Deus, do sentido último da vida, ainda que muitas vezes expressos implícita ou negativamente. E no deserto existe, sobretudo, necessidade de pessoas de fé que, com suas próprias vidas, indiquem o caminho para a Terra Prometida, mantendo assim viva a esperança. A fé vivida abre o coração à Graça de Deus que liberta do pessimismo. Hoje, mais do que nunca, evangelizar significa testemunhar uma vida nova, transformada por Deus, indicando assim o caminho. A primeira Leitura falava da sabedoria do viajante (cf. Eclo 34,9-13): a viagem é uma metáfora da vida, e o viajante sábio é aquele que aprendeu a arte de viver e pode compartilhá-la com os irmãos - como acontece com os peregrinos no Caminho de Santiago, ou em outros caminhos de peregrinação que, não por acaso, estão novamente em voga nestes últimos anos. Por que tantas pessoas hoje sentem a necessidade de fazer esses caminhos? Não seria porque neles encontraram, ou pelo menos intuíram o significado do nosso estar no mundo? Eis aqui o modo como podemos representar este ano da Fé: uma peregrinação nos desertos do mundo contemporâneo, em que se deve levar apenas o que é essencial: nem cajado, nem sacola, nem pão, nem dinheiro, nem duas túnicas - como o Senhor exorta aos Apóstolos ao enviá-los em missão (cf. Lc 9,3), mas sim o Evangelho e a fé da Igreja, dos quais os documentos do Concílio Vaticano II são uma expressão luminosa, assim como é o Catecismo da Igreja Católica, publicado há 20 anos.
Venerados e queridos irmãos, no dia 11 de outubro de 1962, celebrava-se a festa de Santa Maria, Mãe de Deus. A Ela lhe confiamos o Ano da Fé, tal como fiz há uma semana, quando fui, em peregrinação, a Loreto. Que a Virgem Maria brilhe sempre qual estrela no caminho da nova evangelização. Que Ela nos ajude a pôr em prática a exortação do Apóstolo Paulo: “A palavra de Cristo, em toda a sua riqueza, habite em vós. Ensinai e admoestai-vos uns aos outros, com toda a sabedoria... Tudo o que fizerdes, em palavras ou obras, seja feito em nome do Senhor Jesus. Por meio dele dai graças a Deus Pai” (Col 3,16-17). Amém

Em nossa Paróquia a abertura do Ano da Fé será no Domingo dia 14 ás 09:00 horas com a  Divina Liturgia repleta de momentos muitos significativos.

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Vocações para nossa Igreja
 Diariamente tenho recebido uma série de e-mails, cartas e telefonemas, alguns até com certa insistência descabida da parte de alguns candidatos ou “aventureiros” à vida Sacerdotal em nossa Igreja Greco Melquita Católica. Tem de fato alguns agravantes que aos olhos de certos interessados parecem que lhes escancararemos as portas sem as devidas reservas pelo simples fato da nossa Eparquia(arquidiocese) Greco Melquita Católica no Brasil se estender por todo o território nacional, termos um só bispo(arcebispo) e com um clero de apenas 10 padres.   Muitos acham que estamos desesperados e por isso aceitamos candidatos sem as devidas exigências necessárias para a formação e mesmo inserção no nosso pequeno clero mesmo já tendo sido ordenados. Alguns expõem enorme desconhecimento não só da própria vocação quanto a natureza da própria Igreja Católica e sobretudo da nossa Igreja Patriarcal Greco Melquita Católica e sua realidade no conjunto da catolicidade e apostolicidade. Somos “ortodoxos” no sentido da preservação do patrimônio litúrgico, patrístico e canônico, único e inalterável da única igreja de Jesus Cristo: UNA, SANTA, CATÓLICA E APOSTÓLICA . Somos perfeitamente “católicos romanos” no que tange a nossa união indissolúvel com o Bispo de Roma; o Papa. A quem nosso Patriarca devota perfeita comunhão. Não estamos fazendo nenhum ecumenismo com Roma. Formamos uma só Igreja, um só corpo. Não somos nem mais e nem menos católicos que qualquer outro padre da Igreja Católica.

  O Rito Bizantino usado na nossa Igreja Greco Melquita Católica é um patrimônio de toda a Igreja. Sua beleza e profundidade litúrgica, patrística e poética, expõe a fé dos primeiros cristãos, das primeiras comunidades e Concílios Ecumênicos(universais). Pertencemos a uma dimensão muito exigente da Igreja Católica. Em outra ocasião numa postagem bem anterior chamei a atenção para uma maior compreensão do que seja nossa pequena mas exigente e rigorosa formação humana, espiritual e teológica exigida de quem quer que seja. Com isso usei a seguinte metáfora por estarmos inseridos no país do Carnaval extraída de um conhecido carnavalesco: é preciso que haja estreita relação entre “enredo e fantasia”. Explico: muitos vêem nossas liturgias com o brilho dos paramentos, visto que nossa Liturgia não tem tempo “comum” é sempre solenidade, envoltos em diáfanas nuvens de incenso grego ao som de belas melodias em árabe, grego e português diante de lindos ícones e daí vai...se apaixonam pela manhã e quando chega a tarde tal entusiasmo se evaporou com o calor das exigências e não se importam em dar conta do enredo; aprender, assimilar e viver nossa espiritualidade, nosso modo de viver, a realidade dos nossos fiéis melquitas, a índole da nossa Igreja que é “mais contemplativa como Maria e não ativa como Marta”. Sejam pessoas de grande espírito de oração e estudo. Muitos já foram ordenados em nossa Eparquia e não permaneceram, porque se adiantaram. Para ingressar na nossa Igreja Greco Melquita Católica é preciso ter dupla vocação: para o sacerdócio e para as coisas do Oriente. Sacerdotal e Oriental. Não basta gostar tem que viver e aprofundar a cada dia.  Nossa Igreja não é uma “fábrica” de padres. A nossa prioridade no momento é a vida monástica. Um monge não necessariamente tem que ser padre. Até nisso nossa Eparquia já revelou sua fragilidade com alguns “monges padres”(que confesso não saber o que é isso)  que foram ordenados sem o devido critério . Onde estão? Fazendo o que?  Por que não permaneceram? Todo aquele que se adianta não permanece na doutrina de Cristo...”II Jo 1,9
Arquimandrita João
Por fim a que se recordar que o Monaquismo muito forte na dimensão cristã oriental marcou a Teologia e a Espiritualidade das Igreja Orientais Católicas e Ortodoxas. Assim sendo não seria de estranhar que para os nossos vocacionados fosse pedido um gosto e uma atitude de vida monásticos como aqueles que transparecem na Regra do nosso pai São Bento: estabilidade na paróquia, vida de oração, contemplação, estudos, leituras...estudos de linguas como o árabe, grego, latim, francês...ou ao menos um conhecimento substancial, e apreço pela vida litúrgica bizantina, mesmos inseridos num contexto ocidental se esforçando para não perder a índole oriental. Com o corpo abaixo dos Trópicos e com o coração e a mente no Oriente.  Há sim uma realidade em nossa Igreja Católica Greco Melquita que nos une ao tempo dos Apóstolos, que é o clero casado. Homens casados que são ordenados diáconos e depois padres, conjuntamente com suas esposas e filhos assumem uma Paróquia; porém por força da tradição católica latina(Rito Romano) de feliz acordo entre nosso Patriarcado e a Santa Sé de Roma não são ordenados homens casados aqui no Brasil em virtude da exigência do celibato aos candidatos ao sacerdócio conforme o costume romano. A orientação do nosso Eparca(arcebispo) é que se forme uma comunidade monástica coesa e se a necessidade da nossa Igreja exigir que sejam ordenados para ocupar tal função sacerdotal e que tais sacerdotes sejam verdadeiros monges(como adepto da Regra de São Bento isso eu sei o que é) Esse manifesto é fruto textual de um diálogo com nosso Arcebispo, todas essas linha foram compartilhadas com ele, quem quiser refutá-las que faça bom uso do dito: “Que vá reclamar com o bispo!”. Para isso os candidatos interessados deverão ligar, escrever, visitar...como convém para: Rev. Arquimandrita Theodoro misereor72@hotmail.com Este ilustre irmão saberá dar a resposta mais adequada e o acolhimento necessário. Ele está a frente da magnífica comunidade: Filhos Misericordiosos da Cruz, que pode ser visitada pelo site do mesmo nome. 




quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Uma Paróquia Adoradora

Neste mês de outubro estamos completando 15 anos de
ADORAÇÃO AO SANTÍSSIMO SACRAMENTO
todas as Quarta-feiras
Tudo começou numa quarta-feira de setembro, quinze anos atrás, enquanto eu estava na igreja para a oração da Liturgia das Horas, ás tres horas da tarde. Chegou uma mãe aflita pedindo oração pelo seu filho envolvido com consumo e tráfico de drogras. Rezei com ela e benzi as roupas do filho, bem como a água que trazia. No final ele me perguntou se podia vir na próxima semana com sua irmã. Prontamente disse a ela que sim. De fato veio com a irmão e mais outras duas senhoras e um senhor. Na quarta-feira seguinte ela voltou com mais seis pessoas. Virou costume e o número foi aumentando.  Tivemos que incrementar aquele momento de oração com a leitura do Santo Evangelho, a benção da água, uma oração de exorcismo, unção com o Santo Óleo dos Efermos e Penitentes e hoje...não menos do que quatrocentas e tantas pessoas reunidas ás tres horas da tarde para Adoração a Jesus Sacramentado. Seu filho: está casado, tem tres filhos é um exelente cristão e um médico exemplar, que não atende nenhum paciente sem antes rezar com eles. Ela está presente todas as quartas-feiras e o filho que hoje mora em outra cidade sempre que pode vem para a Adoração.
É A ORAÇÃO DE UMA MÃE QUE ACREDITOU: A PONTO DE MUDAR A VIDA DO FILHO E DE UMA PARÓQUIA INTEIRA. AFINAL; QUAL ORAÇÃO DE MÃE UNIDA AO SACERDOTE E EM COMUNHÃO COM A IGREJA QUE DEUS NÃO ATENDE?