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quarta-feira, 6 de setembro de 2017

14 DE SETEMBRO 
FESTA DA EXALTAÇÃO DA SANTA CRUZ
Salve, ó Cruz, glória do universo! 
Salve, ó Cruz, fortaleza da Igreja!
Salve, inexpugnável bastião dos sacerdotes! 
Salve, diadema dos reis!
Salve cetro do soberano Criador de todas as coisas!
Salve, ó Cruz, na qual Cristo aceitou padecer e morrer!
Salve, grande consolo dos aflitos, arma invencível no meio da luta!
Salve, Cruz, ornato dos anjos e proteção dos fiéis!
Salve, ó Cruz, pela qual foi o inferno derrotado!
Salve, ó Cruz, pela qual fomos redimidos! 
Salve, lenho bem-aventurado! 


 Cirilo de Jerusalém, na XIII Catequese, que se realizara provavelmente em 347, diz textualmente:
A Paixão é real: verdadeiramente foi crucificado. E não nos envergonhemos disso. Foi crucificado. E não o negamos; pelo contrário, comprazemo-nos em afirmá-lo. Chegaria a envergonhar-me, se me atrevesse a negar o Gólgota que temos à vista; afastaria dos olhos o madeiro da Cruz que dessa cidade distribuiu-se como relíquias pelo mundo todo.

Reconheço a Cruz, porque conheço a ressurreição. Se o Crucificado tivesse permanecido em tal situação, não reconheceria a Cruz; apressar-me-ia, pelo contrário, em escondê-la, juntamente com meu Mestre. Como após a Cruz vem a Ressurreição, não me envergonho de falar longamente da mesma

Assim como a última, (dormição-15 de agosto) a primeira festa do novo ano litúrgico bizantino é mariana (Nascimento da Mãe de Deus-08 de setembro)
Próprio da Festa da Natividade da Mãe de Deus
Vossa natividade, ó Mãe de Deus,
anunciou a alegria ao mundo inteiro;
Pois de vós  nasceu o sol da justiça, o Cristo nosso Deus,
o qual, abolindo a maldição, nos deu a bênção,
e destruindo a morte, deu-nos a vida eterna.

Pela vossa santa natividade, ó Pura,
Joaquim e Ana foram libertos do opróbrio da esterilidade
e Adão e Eva, da corrupção da morte.
Vosso povo, salvo da escravidão de pecado
vos festeja, exclamando: "a estéril dá a luz,
a mãe de Deus que alimenta nossa vida!
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A vida terrena
da Mãe de Deus
Com base nas escrituras sagradas e na herança histórica da Igreja

O evangelista Lucas, que conheceu de perto a Sagrada Virgem Maria, registrou a partir das palavras Dela, inúmeros fatos importantes relativos aos primeiros anos da Sua vida. O evangelista Lucas era médico e também pintor, tendo pintado uma imagem da Virgem, ícone a partir do qual outros pintores fizeram outras cópias.

O nascimento da Sagrada Virgem Maria. Quando se aproximava o momento do nascimento do Salvador do mundo na cidade de Nazaré, na Galileia, morava aí um descendente do rei David, chamado Joaquim com a sua mulher, Ana. Ambos eram pessoas reconhecidamente de boa índole e eram conhecidos pela sua compaixão, humildade e generosidade. Joaquim e Ana atingiram uma idade muito avançada, mas não tinham filhos. Este fato entristecia-os especialmente. Mas apesar da idade, eles continuavam a orar incessantemente e a pedir a Deus para que Ele lhes concedesse um filho. Para isso fizeram até uma promessa de que se eles recebessem a dádiva do nascimento de um filho, o destinariam para servir a Deus. Naqueles tempos não ter filhos era considerado um castigo divino pelos pecados cometidos. Joaquim em particular sofria muito com a falta de filhos, principalmente porque, de acordo com a as profecias, na sua família deveria nascer o Messias-Jesus. Pela paciência e fé Deus deu a Joaquim e Ana uma grande alegria: finalmente conceberam uma filha e a Ela foi dado o nome de Maria, o que em hebreu significa: "Senhora, Esperança."

 A entrada no Templo. Quando a Virgem Maria completou 3 anos, os seus beneméritos pais prepararam-na para cumprir a promessa fixada por eles: levaram-na a um templo em Jerusalém para que Ela pudesse dedicar a Sua vida a Deus. A Virgem Maria ficou a residir junto ao templo. Aí, Ela e outras companheiras estudavam as leis de Deus e executavam trabalhos manuais, rezavam e liam as Escrituras Sagradas. Junto a este templo a Virgem Maria viveu perto de 11 anos, cresceu, desenvolvendo em si uma profunda compaixão, em tudo entregue à vontade de Deus, imensamente modesta e dedicada em seus esforços. Desejando viver e dedicar-se exclusivamente a Deus, ela fez um voto de não se casar e permanecer para sempre virgem.


A Sagrada Virgem Maria e José. Os já bastante idosos Joaquim e Ana não viveram muito mais tempo e a Virgem Maria ficou órfã. Quando completou 14 anos, Ela não poderia mais continuar, pelas leis, a residir junto ao templo e era necessário que se casasse. O pároco principal, conhecendo o voto por Ela feito, para não o prejudicar, celebrou apenas pró-forma o Seu casamento com um parente distante, que enviuvara na casa dos 80 anos - um ancião de nome José. José comprometeu-se a cuidar Dela e a proteger a Sua condição de Virgem. José vivia em Nazaré. Ele também era descendente da família de David, mas era um homem sem posses e trabalhava como marceneiro. Do seu primeiro casamento José tivera os filhos Judas, Ócio, Simão e Jacób., os quais nas escrituras são denominados "irmãos" de Jesus. A Sagrada Virgem Maria, levava na casa de José a mesma vida modesta e disciplinada que levara antes no templo.

A Anunciação. No sexto mês após a aparição do Arcanjo Gabriel a Zacarias, por motivo do nascimento de São João Baptista, o mesmo Arcanjo Gabriel foi enviado por Deus para a cidade de Nazaré ao encontro da Sagrada Virgem Maria com a feliz notícia que Deus A escolhera para ser a Mãe do Salvador do mundo. O Arcanjo Gabriel surge perante Ela e anuncia-Lhe: "Deus te salve, cheia de graça; o Senhor é contigo. Abençoada és Tu entre as mulheres!" - Ela ao ouvir estas palavras, perturbou-se e começou a pensar que saudação seria esta. O Arcanjo disse-lhe: "Não temas, Maria, pois achaste graça diante de Deus, eis que conceberás no teu ventre e darás a luz um Filho, a quem porás o nome de Jesus. Este será grande, será chamado Filho do Altíssimo e o Senhor Deus Lhe dará o trono de seu pai David, reinará sobre a casa de Jacob eternamente e o Seu reino não terá fim."
Maria disse ao anjo: "Como se fará isso, pois eu não conheço varão?" Respondendo o Arcanjo disse-lhe: "O Espírito Santo descerá sobre Ti e a virtude do Altíssimo te cobrirá com a sua sombra, por isso mesmo o Santo que há de nascer de Ti, será chamado Filho de Deus. Eis que também Isabel, tua parente, concebeu um filho na sua velhice e este é o sexto mês da que se dizia estéril, porque a Deus nada é impossível." Então disse Maria: "Eis aqui a serva do Senhor, faça-se em Mim segundo a tua palavra." E o Arcanjo afastou-se dela.


Maria visita Isabel. A Sagrada Virgem Maria, após ter recebido do Arcanjo a notícia que a sua parente Isabel, mulher de Zacarias, daria proximamente à luz um filho, apressou-se a ir visitá-la. Entrou em casa de Zacarias e saudou Isabel. Aconteceu que apenas Isabel ouviu a saudação da Virgem Maria, o menino saltou no seu ventre e Isabel ficou cheia do Espírito Santo e constatou Que sim, a Virgem Maria fora consagrada para ser a Mãe de Jesus Cristo. Exclamou em voz alta "Bendita és Tu entre as mulheres e bendito é o fruto de teu ventre. Donde a mim esta dita, que a mãe do meu Senhor venha ter comigo?" Então a Virgem Maria disse: "Minha alma glorifica o Senhor, e o meu espírito exulta em Deus meu Salvador." Porque lançou os olhos para a humilhação da sua serva, portanto eis que de hoje em diante, todas as gerações me chamarão Bem-Aventurada. Porque o Todo-Poderoso fez em mim grandes coisas, o Seu nome é santo. E a sua misericórdia se estende de geração em geração sobre aqueles que o temem. A Virgem Maria ficou a morar durante aproximadamente 3 meses junto a Isabel e depois voltou para sua casa em Nazaré.
Deus informou também José do nascimento de Cristo. O anjo de Deus, apareceu-lhe em sonhos e comunicou-lhe que a Virgem Maria iria ter um filho, por obra do Espírito Santo, como Deus já havia avisado através do profeta Isaías (7:14) e ordenou que Lhe fosse dado o nome de "Jesus, nome que em hebraico significa Salvador, porque Ele salvará as pessoas de seus pecados."

Os acontecimentos seguintes relatados pelo Evangelho, recordam a Virgem Maria ligada diretamente aos fatos da vida de seu Filho - Nosso Senhor Jesus Cristo. Os fatos falam Dela quando do nascimento de Cristo em Belém, depois na altura da circuncisão, das saudações dos reis magos, da apresentação no templo no 40o dia, da fuga para o Egito, da residência em Nazaré, da viagem a Jerusalém na Páscoa, quando Cristo completou 12 anos e assim por diante. Estes fatos não necessitam de maiores esclarecimentos. Porém é importante destacar que apesar do Evangelho citar a Virgem Maria sucintamente, estas referências demonstram com clareza aos leitores a grandeza da sua condição espiritual: a Sua modéstia e humildade, a Sua enorme fé, paciência, coragem, aceitação da vontade de Deus e total entrega e dedicação a Seu Filho, Filho de Deus. Nós vemos portanto porque foi Ela, pelas palavras do Arcanjo, contemplada para adquirir a graça de Deus.
O primeiro milagre realizado por Jesus Cristo, foi num casamento na Galileia, o qual nos dá com clareza a imagem da Virgem Maria como Defensora perante Seu Filho de todas as pessoas que se encontram em dificuldades. Percebendo a falta de vinho na festa de casamento, a Virgem Maria chama para este fato a atenção de Seu Filho e, apesar de Cristo lhe ter respondido como se estivesse a esquivar: "O que diz isto respeito a Mim e a Você Mulher? Ainda não chegou a minha hora." Ela, sem se perturbar com esta meia resposta, estando confiante que o Filho não deixaria um pedido Dela sem atenção adequada, disse aos servos: "O que Ele lhes disser, façam!" Como é clara neste alerta aos servos a preocupada compaixão da Mãe de Cristo, para que o iniciado por Ela seja conduzido até um final feliz! De fato, o seu pedido não ficou sem ser atendido e Jesus Cristo realizou aqui seu primeiro milagre, tirando de uma situação constrangedora pessoas que não tinham muitas posses, após o que "acreditaram Nele seus discípulos" (João 2:11).

Os fatos seguintes narrados pelo Evangelho mostram-nos a Virgem Maria, permanentemente ansiosa por Seu Filho, acompanhando as Suas viagens e deslocações, próxima Dele em diversas circunstâncias difíceis e preocupada com as condições do seu repouso doméstico e paz, coisas que Ele nunca aceitava ou considerava como desnecessárias. Finalmente, vemo-La em pé e numa indescritível dor junto ao seu Filho crucificado, ouvindo as suas últimas palavras e pedidos (Cristo entregou-A ao seu discípulo preferido, para que cuidasse dela). Nenhuma palavra de queixa ou desespero sai de Sua boca. Ela entrega tudo à vontade de Deus.
Ainda de forma resumida fala-se sobre a Virgem Maria no livro dos Atos dos Apóstolos, quando sobre Ela e sobre os apóstolos no dia de Pentecostes pousa o Espírito Santo em forma de línguas de fogo. Após este fato, segundo a Tradição da igreja, Ela viveu mais 10 ou 20 anos. O apóstolo João, a pedido de Nosso Senhor Jesus Cristo, acolheu-a em sua casa com grande amor, como se fosse Sua mãe, e cuidou Dela até o Seu final. Quando a fé cristã se espalhou por outros países, muitos cristãos vinham de países distantes para A ver e ouvir. Desta época em diante, a Sagrada Virgem Maria tornou-se para todos os discípulos de Cristo uma Mãe comum e um elevado exemplo de conduta a ser seguido.

O falecimento. Certa vez, quando a Virgem Maria estava a rezar no monte Eleon, perto de Jerusalém, apareceu-lhe o Arcanjo Gabriel com um ramo de figueira em suas mãos e diz-Lhe que dali a 3 dias a Sua existência na Terra estará terminada e que Jesus Cristo virá buscá-la para a levar com Ele. Cristo fez tudo de maneira a que nessa época todos os apóstolos vindos de países diferentes estivessem todos em Jerusalém. No momento do seu final, uma luz intensa iluminou o quarto onde estava a Virgem Maria. Jesus Cristo, rodeado de Seus anjos surgiu e recebeu a Sua alma puríssima. Os apóstolos sepultaram o sagrado corpo da Virgem Maria, de acordo com a Sua vontade, ao pé da montanha Eleon, no Jardim Gethsemani, na mesma caverna-túmulo onde estavam sepultados os corpos de seus pais e também de José. Durante o funeral aconteceram muitos milagres. Apenas por tocarem o caixão da Virgem Maria, cegos começavam a ver, maus espíritos eram expulsos dos possuídos e todas as doenças curadas. Três dias após o funeral da Virgem Maria, chega a Jerusalém, atrasado, o apóstolo Tomé. Tomé estava muito triste porque não conseguira despedir-se da Mãe de Cristo e do fundo da alma desejava orar e prestar homenagens em seu túmulo. Quando abriram a caverna, onde a Virgem Maria havia sido sepultada, não encontraram o Seu corpo, somente os véus utilizados no funeral. Impressionados, os apóstolos voltaram para suas casas. À noite durante as suas orações eles ouviram anjos a cantar. Olhando para cima, os apóstolos viram no alto, no ar, a Virgem Maria cercada de anjos, iluminada por uma intensa luz celestial. Ela disse aos apóstolos: "Alegrem-se, Eu estou com vocês todos os dias!" Esta sua promessa de ajudar e defender os cristãos Ela mantém até os dias de hoje, assumindo-se como nossa Mãe celeste. Em virtude de seu imenso amor e ajuda poderosa, os cristãos desde épocas antigas consideram-Na e procuram-Na em busca de ajuda, chamando-A defensora incansável de todos os cristãos existentes, alegria de todos os que sofrem, Aquela que mesmo após a sua morte, nunca nos abandonará.

Desde os tempos mais antigos, a exemplo do profeta Isaías e de sua parente Isabel, os cristãos passaram a chamá-la de Mãe de Cristo e Mãe de Deus. Esta denominação vem do facto de Ela ter dado vida e corpo Àquele Que sempre foi e sempre será o Deus verdadeiro. A Sagrada Virgem Maria é por si só um grande exemplo para ser seguido por todos os que querem agradar a Deus. Ela foi a primeira quem se decidiu inteiramente a dedicar a sua vida a Deus.
Ela demonstrou que a sua voluntária condição de Virgem está acima da vida em família e do casamento. Seguindo o seu exemplo, a partir dos primeiros séculos, muitos cristãos optaram por viver as suas vidas na castidade, virgindade, em orações, jejum e pensamento em Deus. Assim surgiu e se consagrou a prática dos conventos e mosteiros. Que pensar do mundo contemporâneo, que absolutamente não valoriza e até humilha a virtude da castidade, virgindade, esquecendo as palavras de Cristo: "Há eunucos que a si mesmo se fizeram eunucos por amor do reino dos céus. Quem pode compreender, compreenda!" (Mat.19:1-2) ?!. Resumindo este breve relato da vida terrena da Sagrada Virgem Maria, é necessário dizer que Ela, em Seu momento máximo de graça e alegria, quando foi escolhida para ser a Mãe do Salvador do mundo e também no momento da sua máxima dor aos pés da cruz (conforme profecia de Simeão "Seu coração foi dilacerado") demonstrou total autocontrole. Assim, Ela demonstrou toda a força e beleza de suas bençãos e graças: Fé inabalável, paciência, coragem, esperança em Deus e amor a Êle, aceitação. Por isso nós, cristãos católicos de fé ortodoxa, temos um imenso respeito, admiração e consideração por Ela e esforçamo-nos por imitá-La nos seus exemplos.
 Bispo Aleksandr Mileant

Traduzido por Boris Poluhoff

quinta-feira, 22 de junho de 2017

Eleito o novo patriarca da Igreja Católica Melquita

 





Mensagem do Papa ao novo Patriarca da Igreja Greco-melquita

Beirute (RV) –  “Como sucessor de Pedro chamado por Jesus para conservar na unidade sua única Igreja, concedo-vos com grande alegria a Comunhão Eclesiástica solicitada, em conformidade com o Código dos Cânones das Igrejas Orientais”.
Com estas palavras o Papa Francisco parabenizou Sua Beatitude Youssef Absi, eleito pelo Sínodo reunido em Ain Taz, no Líbano, como novo Patriarca da Igreja Greco-melquita, concedendo a ele a “Ecclesiastica Communio”, segundo o can. 76 § 2 do Código dos Cânones das Igrejas Orientais.
Logo após ser eleito, de fato, em sinal de comunhão e obediência, o novo Patriarca envia ao Sumo Pontífice uma mensagem, onde pede que lhe  seja concedida a “Ecclesiastica Communio”.
“A eleição de Sua Beatitude – disse Francisco em sua mensagem - ocorre em uma situação delicada para a venerável Igreja greco-melquita e num momento em que muitas comunidades cristãs no Oriente Médio são chamadas a testemunhar em uma maneira especial de sua fé em Cristo morto e ressuscitado”.
“Neste momento particularmente difícil – enfatizou o Papa -  os pastores são chamados a expressar a comunhão, unidade, proximidade, solidariedade e transparência para o povo de Deus que sofre”.
Na mensagem o Pontífice assegurou ao recém eleito as suas orações, para que “Cristo, o Bom Pastor, o sustente no cumprimento da missão que vos é confiada e para o serviço que vos é pedido”.
O Santo Padre manifesta a certeza de que o novo Patriarca, “em harmonia fraterna com todos os Padres Sinodais, será, com toda sabedoria evangélica, não somente  ''Pater e Caput'' a serviço dos fiéis da Igreja Greco-melquita, mas também uma testemunha fiel e autêntica do Ressuscitado”.
“Confiando-vos à materna proteção da Santíssima Mãe de Deus – conclui a mensagem -  vos concedo a minha Bênção Apostólica, que faço extensiva aos bispos, sacerdotes, religiosos e religiosas e todos os fiéis da Igreja Greco-melquita.
A eleição
O Sínodo dos Bispos da Igreja Greco-melquita, reunido em Ain Taz, Líbano, elegeu o novo Patriarca de Antioquia dos Greco-melquitas.
Trata-se de Dom Joseph Absi, da Sociedade dos Missionários de São Paulo, até então Arcebispo titular de Tarso dos Greco-melquitas, na Cúria Patriarcal de Damasco.
Sua Beatitude assumiu o nome de Youseff Absi. Ele substituiu a Gregorio II Laham, que apresentou sua renúncia em maio.
Curriculum vitae
Nascido em Damasco em 20 de junho de 1946, entrou para a Sociedade dos Missionários de São Paulo, onde foi ordenado sacerdote em 6 de maio de 1973.
Após ter concluído os estudos de Filosofia e Teologia no Seminário Maior de São Paulo em Harissa, Líbano, diplomou-se em Filosofia na Universidade Libanesa, em Teologia no Instituto São Paulo, em Harissa e por fim obteve o Doutorado em Ciências Musicais e Hinografia bizantina na Universidade Santo Espírito de Kaslik, no Líbano.
Foi professor de Filosofia no Instituto São Paulo, de grego e de musicologia na Universidade Santo Espírito de Kaslik. Também exerceu o cargo de Superior Geral de seu Instituto religioso de proveniência.
Desde 15 de julho de 2001 é Arcebispo titular de Tarso dos Greco-melquitas, junto à Cúria Patriarcal de Damasco.

segunda-feira, 8 de maio de 2017

Renúncia do nosso Patriarca Gregório III Laham


O Papa Francisco aceitou a renúncia ao governo pastoral da Igreja greco-melquita apresentada por sua Beatitude Gregório III Laham, Patriarca de Antioquia dos Greco-Melquitas. Segundo as normas do direito canônico, o administrador da Igreja Greco-Melquita, até a eleição do Patriarca, é Dom Jean-Clément Jeanbart, arcebispo de Aleppo dos Greco-Melquitas, bispo mais ancião por ordenação do Sínodo permanente.
Numa carta ao Patriarca Gregório III Laham, o Papa Francisco o define “servidor zeloso do Povo de Deus” e reconhece seu grande empenho em favor da paz na Síria, martirizada pela guerra.
O Papa conclui sua carta endereçada também a todos os bispos da Igreja greco-melquita assegurando sua Bênção Apostólica “como sinal de graça e de encorajamento para o futuro da comunhão do testemunho do Evangelho”.

O Patriarca Gregório III Laham, 85 anos, nasceu em Daraya, na Síria, na eparquia de Damasco. Esteve à frente do Patriarcado de Antioquia dos Greco-Melquitas durante 17 anos. Fora eleito em novembro do ano 2000 pelo Sínodo dos Bispos greco-melquitas, recebendo a “comunhão eclesiástica” de São João Paulo II. Nestes anos de guerra na Síria Gregório III Laham empenhou-se com todas as suas forças em favor da paz e a reconciliação em sua terra natal

quinta-feira, 20 de abril de 2017

São Jorge, Megalomártir
23 de abril
 

 OS PREPARATIVOS...A FESTA VOLTANDO PARA A RUA.





 Delicadeza do nosso secretário Breno...4.000 ícones com pedaços dos mantos de São Jorge foram distribuídos.





 PÃO DISTRIBUÍDO PELA QUERIDA MARIE HALLACK E FILHOS  (JORGE)



 
 
 

 





PARA RECEBER O ARCEBISPO LOCAL UMA BANDA O ESPERAVA
 
 NA ENTRADA DA IGREJA DOM GIL FOI RECEBIDO PELO ARQUIMANDRITA JOÃO




 O CORAL BENEDICTUS CANTOU DURANTE A SANTA MISSA PRESIDIDA PELO ARCEBISPO

 

 

 
 
 
 




 

 

 
 
 



 PADRE ANTÔNIO CAMILO, DIRETOR DA RÁDIO CATEDRAL 




 
 

 




 PADRE CÁSSIO


 

 

 

 
MISSAS
 08:00-Arquimandrita João
10:00- Dom Gil Antônio 
Arcebispo de Juiz de Fora
12:00- Padre Antônio Camilo
15:00- Padre Cássio
19:00- Arquimandrita João

São Jorge, megalomártir, era filho de pais nobres e ricos, e foi educado dentro dos preceitos da fé cristã. Ele nasceu na cidade de Beirute (antiga Berit), perto das montanhas de Líbano.
Ele entrou para o exército e se destacava entre os outros militares por seus conhecimentos, sua coragem, sua força física, seu porte e sua beleza. Ele rapidamente avançou para o posto de comandante de mil soldados e se tornou favorito do imperador Diocleciano. Diocleciano foi um hábil governador, mas ele era um defensor fanático de paganismo romano. A sua meta era ressuscitar o paganismo no Império Romano que já estava ultrapassado e por isso entrou na história como um dos mais cruéis perseguidores do cristianismo.
Uma vez, são Jorge ouviu no tribunal uma sentença desumana sobre a perseguição dos cristãos e ficou tomado por compaixão por eles. Ele já estava prevendo que ele também seria martirizado e por isso distribuiu todos os seus bens entre os pobres, libertou todos os seus escravos, e chegando ao Diocleciano, lhe anunciou que ele também é um cristão e começou a culpá-lo pelas atrocidades e injustiça. O discurso de Jorge era repleto de argumentos fortes e persuasivos contra as perseguições dos cristãos.
Após muitas tentativas de convencer Jorge a renunciar a Cristo, o imperador mandou tortura-lo. São Jorge foi jogado na prisão, onde deitado, teve os pés acorrentados e no peito lhe foi colocada uma enorme pedra, muito pesada. Mas são Jorge agüentava tudo com grande coragem, louvando a Deus. Daí os torturadores começaram a aumentar as torturas, batendo-o, quebrando-o numa roda gigante, jogando-o na cal virgem, obrigando-o a correr usando botas com pregos aguçados por dentro. O mártir agüentava tudo com grande paciência. No final das contas, o imperador mandou decapita-lo. Assim, este santo mártir morreu na Nicomedia, no ano de 303.

Por sua coragem e por sua vitória espiritual sobre os torturadores, e também pela sua ajuda aos que se encontram em dificuldades, o grão mártir Jorge é ainda chamado de Vencedor. As relíquias de são Jorge foram trazidas para a cidade palestina Lida e se encontram na igreja, que leva o seu nome — a Igreja de São Jorge. A sua cabeça se encontra em Roma, também numa igreja consagrada a ele.
Muitos ícones mostram o são Jorge sentado num cavalo branco e com uma lança na mão, vencendo um dragão. Esta imagem se deve a uma tradição, baseada nos milagres póstumos do santo. Dizem, que perto da cidade natal de são Jorge, Beirute, num lago vivia um dragão, que devorava as pessoas daquela localidade. Não sabemos hoje, que animal era este dragão — uma jibóia, um crocodilo, ou um enorme lagarto.

Os habitantes supersticiosos começaram a regularmente fornecer ao dragão um moço ou uma virgem, para aplacar a sua fúria. E chegou a vez da filha do governador daquela província. Os habitantes levaram a pobre moça até o lago amarrando-a lá, onde ela, apavorada, esperava pela aparição da fera.
Quando a fera começou a se aproximar à virgem, de repente apareceu um cavaleiro montado num cavalo branco, matou o dragão com uma laça e assim salvou a moça. Este cavaleiro era o são Jorge, megalomártir. Assim, com esta aparição milagrosa ele interrompeu a matança de todos os moços e moças nos arredores de Beirute e converteu ao cristianismo os moradores daquele país, que até então eram pagãos.
Podemos supor, que a aparição do são Jorge montado num cavalo para a salvação dos moradores do dragão, bem como o caso com o camponês, cujo único boi ele ressuscitou, casos estes narrados na hagiografia dele, contribuíram para que seja considerado protetor dos rebanhos e defensor dos que estão ameaçados por feras.
Na Rússia, antes da revolução, os camponeses levaram pela primeira vez, depois do inverno rigoroso, os seus rebanhos para o pasto no dia do são Jorge, mas não antes de rezar uma missa para o santo com aspersão com água benta das casas e dos rebanhos. Este dia também é chamado "Dia de Jorge," pois neste dia, antes do século XVI, os camponeses puderam passar de um fazendeiro para outro.
São Jorge é também protetor dos militares. A imagem do são Jorge encima de um cavalo simboliza a vitória sobre o diabo — "a antiga serpente" (Apocalipse 12:3, 20:2), e foi incluído no brasão da cidade de Moscou.

Tropário
Sendo o libertador dos prisioneiros e defensor dos pobres, médico dos doentes, vencedor dos reis, são Jorge, megalomártir vitorioso, interceda por nós perante Cristo Deus para que se salvem as nossas almas.
Bispo Alexandre Mileant
Traduzido por Tatiana
Zyromsky Folheto Missionário número PA2

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