É NATAL...
Jesus Cristo nasceu, rendei-Lhe glória! Cristo desceu dos
céus, correi para Ele! Cristo está sobre a terra, exaltai-O!
“Cantai ao Senhor, terra inteira.
Alegria no céu; terra, exulta de alegria!” (Sl 96,1.11).
Do céu, ele vem habitar no
meio dos homens; estremecei de temor e de alegria: de temor, por
causa do pecado; de alegria, por causa da nossa esperança.
Hoje, as sombras se
dissipam
e a luz se eleva sobre o mundo;
como outrora no Egito envolto em trevas, hoje uma coluna de fogo ilumina
Israel.
O povo, que estava sentado
nas trevas da ignorância, contempla hoje essa imensa luz do verdadeiro
conhecimento
porque “o mundo antigo desapareceu,
todas as coisas são novas” (2 Co 5,17).A letra recua, o espírito triunfa (Rm
7,6);a prefiguração passa, a verdade aparece (Col 2,17).
Aquele que nos deu a
existência
quer também inundar-nos de felicidade; essa felicidade que o pecado nos
havia feito perder, a incarnação do Filho nos devolve…
Tal é esta
solenidade: saudamos hoje a vinda de Deus ao meio dos homens
para que possamos, não chegar
mas regressar para junto de Deus;
a fim de que nos despojemos do homem velho e nos revistamos do Homem novo
(Col 3,9),
a fim de que, mortos em Adão,
vivamos em Cristo (1 Co 15,22)…
Celebremos pois este dia, cheios de uma alegria divina, não
mundana, mas uma verdadeira alegria celeste.
Que festa, este mistério de
Cristo!
Ele é a minha plenitude, o meu novo nascimento.
São Gregório Nazianzeno (330-390)

Antes do nascimento de Jesus Cristo
havia uma expectativa geral pelo
Salvador. Os judeus aguardavam Sua chegada, baseados nas profecias; os
pagãos estando em desgraça pela descrença e depravação geral do caráter, também
aguardavam com impaciência pelo Libertador. Todas as profecias referentes aos
tempos da encarnação do Filho de Deus foram cumpridas. O Patriarca Jacó
profetizou, que o Salvador virá quando o cetro se apartar de Judá (Gen. 49:10).
O profeta Daniel profetizou, que o Reino do Messias chegará nas setenta semanas
(490 anos) após a declaração do decreto sobre a restauração de Jerusalém, no
período do poderoso reino pagão, o qual será tão forte quanto o ferro (Dan.
9:24-27).
E de fato, ao final das
setenta semanas de Daniel, a Judéia ficou sob o domínio do potente império
Romano e o cetro passou de Judá para Herodes, pela origem. Veio o tempo de
Cristo chegar. As pessoas, tendo se afastado de Deus, começaram a divinizar os
bens terrestres, as riquezas e glórias do mundo. O Filho de Deus rejeitou esses
ídolos insignificantes assim como o fruto do pecado e impetuosidades humanas e
achou por bem vir ao mundo nas mais modestas condições.
Os acontecimentos da
Natividade são descritos por dois evangelistas – o apóstolo Mateus (dos 12) e Lucas (dos 70 discípulos). Visto
que o evangelista Mateus escreveu seu Evangelho para os hebreus, ele colocou
para si o objetivo de provar,
que o Messias descende dos antepassados de Abraão e do rei Davi, conforme foi
profetizado pelos profetas. Por isso o evangelista Mateus inicia sua narrativa
sobre a Natividade de Cristo com a genealogia (Mat. 1:1-17).
Sabendo que Jesus não era
filho de José, o evangelista não diz que José gerou, mas sim, que Jacó gerou
José, o marido de Maria de Quem nasceu Jesus, chamado de Cristo. Mas por que
então ele cita a genealogia de José, e não a de Maria? Acontece que os hebreus
não tinham o costuma de conduzir a genealogia pela linha feminina. A lei deles
ordenava que o homem tomasse infalivelmente uma esposa da mesma descendência a
que ele pertencesse. Por esta razão o evangelista não se desviando do costume,
cita a genealogia de José, mostrando que Maria – é a esposa de José, e,
conseqüentemente também nascido Dela descendem da mesma clã de Judá e
ancestrais de Davi.
Tendo sido informada pelo Arcanjo Gabriel
de que Ela foi escolhida para ser a Mãe do Messias, a Virgem Santíssima que se
casara recentemente com José, partiu ao encontro de Elizabeth. Já se passavam
quase três meses da boa nova do
Anjo. José que não havia sido iniciado neste mistério, notou Seu estado; Sua
aparência externa podia ser pretexto para o pensamento da infidelidade Dela;
ele poderia acusá-La publicamente e submetê-La a uma severa punição, instituída
pela lei de Moisés, mas por sua bondade, não quis tomar medidas tão drásticas.
Após longos vacilos, ele decidiu deixar sua esposa ir embora secretamente, não
fazendo nenhum alarde, entregando-Lhe uma carta de separação.
Porém um Anjo apareceu-lhe
em sonho e anunciou que a noiva que o esposou iria ter um filho por obra do
Espírito Santo, e que ao Filho que Ela daria a luz seria dado o nome de Jesus
(Ieshua), ou seja, Salvador, pois, Ele irá salvar Seu povo dos seus pecados.
Por isso "não temas tomar Maria por tua esposa!" – José reconheceu este sonho
como inspiração do alto, obedeceu e aceitou Maria por esposa, porém "não A
conheceu," ou seja, viveu com Ela não como marido e mulher, e sim como
irmão e irmã, ou antes, julgando a enorme diferença de idade, como pai e filha.
Narrando a esse respeito, o evangelista acrescentou por si mesmo: "por
isto, o próprio Senhor vos dará um sinal: uma Virgem conceberá e dará à luz um
Filho, e O chamará Emanuel" (Isa. 7:14). O nome
"Emanuel" significa "Deus conosco." Aqui Isaías não está
chamando Aquele que nasceu da Virgem de Emanuel: ele diz que Ele será chamado assim pelas pessoas. Este
não é propriamente o nome Do Nascido da Virgem, mas apenas a indicação
profética para o fato de que, na face Dele estará Deus.
O Santo evangelista Lucas
anota que o tempo da Natividade de Cristo coincidiu com o censo dos habitantes
do império Romano, o qual foi realizado conforme o comando de César Augusto,
isto é, o imperador romano Otaviano, que recebeu do senado o título de Augusto
– "sagrado." O edital sobre o censo foi publicado no ano 746 da
fundação de Roma, mas na Judéia o censo começou aproximadamente em 750, nos
últimos anos do reinado de Herodes, chamado o grande.
Os hebreus avaliavam sua
genealogia de acordo com a descendência e origem. Esse costume era tão forte,
que tendo tido conhecimento das ordens de Augusto, eles foram se inscrever cada
um na cidade de sua origem.
José e a Virgem Maria descendiam, como é sabido, da geração de Davi. Por isso
eles tiveram que partir para Belém, chamada cidade de Davi, pois foi ali que
ele nasceu.
Assim, pela Providência de
Deus, cumpriu-se a antiga profecia do profeta Miquéias, de que Cristo nasceria
precisamente em Belém: "Mas tu Belém – Efrata, tão pequena entre
os clãs de Judá, é de ti que sairá para Mim Aquele que é chamado a governar
Israel. Suas origens remontam aos tempos antigos, aos dias do longínquo
passado" (Miquéias 5:1; Mat. 2:6).
Pelas leis romanas, as
mulheres em igualdade com os homens eram sujeitadas ao censo universal. Por
esta razão José não foi sozinho a Belém para se inscrever; ele foi junto com a
Virgem Maria. A jornada inesperada à sua Belém nativa, e além disso, a proximidade
do nascimento da Criança, deveriam convencer José de que o decreto de César era
uma arma nas mãos da Providência, direcionando para que o Filho de Maria
nascesse precisamente ali, onde deveria nascer o Messias Salvador.
Depois da exaustiva jornada,
o ancião José e a Virgem Maria chegaram a Belém. Não havia lugar na hospedaria
para a futura Mãe do Salvador do mundo, e Ela então, juntamente com Seu
companheiro, foi obrigada a se instalar em uma caverna para onde os pastores
conduziam o gado quando o tempo estava ruim. Aqui, durante uma noite de
inverno, na mais miserável condição, nasceu o Salvador do mundo – Cristo.
Tendo dado à luz ao Filho, a
Virgem Santíssima sozinha O enfaixou e colocou na manjedoura. Com estas curtas
palavras o evangelista informa que a mãe de Deus deu à luz sem dor. A expressão
do evangelista "deu à luz ao Seu Filho primogênito" dá
motivos para os incrédulos dizerem que além de Jesus Primogênito, a Virgem
Santíssima teve outros filhos, pois inclusive os evangelistas mencionam
"os irmãos" de Cristo (Simão, Josias, Judas e Jacó). Mas é preciso
lembrar de que pela lei de Moisés (13:2) toda criança do sexo masculino era
chamada de "aquele que descerra as entranhas," ou seja, era chamado
de primogênito mesmo sendo o último. Assim sendo, os "irmãos" de
Jesus mencionados no Evangelho não eram Seus irmãos verdadeiros e sim apenas
parentes, pois, eram os filhos de José e de sua primeira esposa Salomé, e
também as crianças de Maria esposa de Cleophas, a qual o Evangelista João denomina
de "irmã de Sua Mãe." Em todo caso, todos eles eram muito mais velhos
do que Cristo e sendo assim, jamais poderiam se filhos da Virgem Maria.
Jesus Cristo nasceu de
noite, quando todos, em Jerusalém e imediações, dormiam profundamente. Apenas
os pastores não dormiam, pois, cuidavam do rebanho que lhes era confiado. A
essas pessoas modestas, trabalhadoras e sobrecarregadas, um Anjo apareceu com a
feliz notícia do nascimento do Salvador do mundo. A luz resplandecente que
rodeava o Anjo em plena escuridão noturna, assustou os pastores. Mas o Anjo
imediatamente os tranqüilizou dizendo: "não tenham medo! Eu lhes
anuncio uma imensa alegria, a qual será para todas as pessoas: pois nasceu o
Salvador na cidade de Davi, o Qual é o Cristo Senhor." Com estas palavras o Anjo
fez entender o verdadeiro desígnio do Messias Que veio não somente para os
hebreus, mas para todas as pessoas, pois "a alegria será para todos"
aqueles que O aceitarem como Salvador.
O Anjo explicou aos pastores
que eles encontrariam o Cristo Senhor nascido enrolado em faixas, deitado em
uma manjedoura. Mas por que o Anjo não anunciou o nascimento de Cristo aos
hebreus anciãos, aos escriturários e fariseus, e não os chamou também para
venerarem a Criança Divina? Foi porque esses "líderes cegos dos cegos
"deixaram de entender o verdadeiro significado das profecias sobre o
Messias e devido ao seu orgulho, imaginavam que o Libertador prometido iria
surgir em pleno esplendor de um majestoso rei-conquistador e subjugar o mundo
inteiro. Um modesto pregador da paz e do amor aos seus inimigos lhes era
inadmissível.
Os pastores não duvidaram de
que o Anjo lhes fora enviado por Deus, e por esta razão foram dignos de ouvirem
o triunfante hino celestial: "Glória a Deus nas alturas, e paz na terra, e
boa vontade entre os homens!" Os Anjos glorificam a Deus, que enviou o
Salvador para o mundo, pois a partir daí, a paz da consciência foi restaurada e
foi eliminada a inimizade entre o Céu e a terra, que surgiu em consequência do
pecado.
Os Anjos se afastaram, e os
pastores apressadamente partiram para Belém, encontraram a Criança deitada numa
manjedoura, e foram os primeiros a venerá-La. Eles contaram a Maria e a José
sobre o acontecimento que os trouxe ao berço de Cristo; contaram o mesmo também
a outras pessoas, e todos que ouviam sua história ficavam admirados. "Maria conservava todas estas palavras,
meditando-as no Seu coração," isto é, Ela guardou na memória tudo
aquilo que ouviu. Quando o Evangelista Lucas descreveu a Anunciação do Arcanjo
Gabriel, o nascimento de Cristo e outros acontecimentos, (Luc., cap.2),
evidentemente escrevia baseado nas palavras Dela.
No oitavo dia a Criança foi
circuncidada, conforme era prescrito pela Lei de Moisés. Provavelmente logo
após o Nascimento, a Sagrada Família mudou-se da gruta para uma casa, pois para
a maioria dos que chegavam a Belém, após a inscrição não havia necessidade de
permanecerem ali.
Folheto Missionário número P31
Copyright
© 2001Holy Trinity Orthodox Mission
466
Foothill Blvd, Box 397, La Canada, Ca 91011
Editor:
Bishop Alexander (Mileant)
Nossos agradecimentos
Traduzido por Olga Dandolo
Vendo o Advento se aproximar... Eis o
Ofício próprio para os Orientais Católicos e Ortodoxos recitarem neste tempo de Jejum e Oração.
AKATHISTÓS
TROPÁRIO
A ti,
Maria, como ao general invencível,
meus
cantos de vitória!
A ti, que
me livraste de meus males,
ofereço
meus cantos de reconhecimento!
Pois que
tens uma força invencível,
livra-me
de toda espécie de perigos,
a fim de
que te aclame:
Ave,
Virgem e Esposa.
I Estação:
«O Anúncio do Anjo Gabriel»
O mais
sublime dos anjos
foi
enviado dos céus
para dizer
«Ave» à Mãe de Deus.
Vendo-te,
Senhor, feito homem
à sua
angélica saudação,
deteve-se
extasiado diante da Virgem,
aclamando-a
assim:
Ave, por
ti resplandece a alegria!
Ave, por
ti a maldição toda cessa!
Ave,
reergues o Adão decaído!
Ave, tu
estancas as lágrimas de Eva!
Ave,
mistério que excede o intelecto humano!
Ave,
insondável abismo aos olhares dos anjos!
Ave,
porque és o trono do Rei soberano!
Ave,
porque tu governas quem tudo governa!
Ave, ó
estrela que o sol anuncias!
Ave, em
teu seio é que Deus se fez carne!
Ave, por
quem a criação se renova!
Ave, o
Criador fez-se em ti criancinha!
Ave,
Virgem e Esposa!
ANTÍFONA I
Sabendo
Maria de ser a Deus consagrada,
assim a
Gabriel dizia:
«A tua
mensagem é misteriosa aos meus ouvidos
e
incompreensível ressoa à minha alma.
De uma Virgem
um parto tu anuncias», exclamando:
Aleluia!
(3 vezes)
«Maria e o
Anúncio do Anjo»
Desejava a
Virgem entender o mistério,
e ao
divino mensageiro pergunta:
«Poderá
uma virgem dar à luz um menino?
–
Dize-me!». Com reverência,
o Anjo
respondia, cantando assim:
Ave,
mistério, vontade inefável!
Ave, ó fé
maturada em silêncio!
Ave,
prelúdio dos faustos de Cristo!
Ave,
sumário do santo Evangelho!
Ave, ó
escada sublime por quem Deus nos veio!
Ave, ó
ponte que os hímens ao céu encaminha!
Ave, dos
Anjos tu és maravilha gloriosa!
Ave, do
inferno derrota total contundente!
Ave, que a
Luz por mistério geraste!
Ave, que o
«modo» a ninguém ensinaste!
Ave,
transcendes a ciência dos sábios!
Ave,
iluminas a todos os crentes!
Ave,
Virgem e esposa!
ANTÍFONA
II:
A virtude
do Altíssimo
a cobriu
com sua sombra
e tornou
Mãe a Virgem sem núpcias:
o seio por
Deus fecundado
tornou-se
campo abundante
para todos
aqueles que buscam a salvação
e assim
aclamam:
Aleluia!
(3 vezes)
«Visita de
Maria a sua prima Santa Isabel»
Tendo em
seu seio o Senhor,
solícita
Maria
visitava
sua prima Isabel.
O menino
no ventre materno,
ouvindo a
saudação, exultou,
e,
saltando de alegria,
à Mãe de
Deus aclamava:
Ave, ó
ramo de planta incorrupta!
Ave, do
fruto imortal, colheita!
Ave,
cultora do Mestre dos homens!
Ave, ó Mãe
de quem deu-nos a vida!
Ave, ó
campo veraz que produz muitos frutos!
Ave, ó
mesa bem farta de perdões abundantes!
Ave, tu
fazes florir as planícies celestes!
Ave, a nós
todos preparas um porto seguro!
Ave, ó
incenso das preces aceitas!
Ave,
purificação do universo!
Ave,
bondade de Deus pelos homens!
Ave, ante
Deus, dos mortais és audácia!
Ave,
Virgem e esposa!
ANTÍFONA
III
Com o
coração tumultuando
e cheio de
dúvidas,
o prudente
José se debatia.
Sabe que
és Virgem intacta
e suspeita
secretos esponsais.
Conhecendo-te
Mãe
pela ação
do Espírito Santo, exclama:
Aleluia!
(3 vezes)
II
Estação: «O Anúncio Alegre aos Pastores»
Os
pastores ouviram os coros dos anjos
que
cantavam ao Senhor feito homem.
Correndo,
vão ver o Pastor.
Contemplam
o Cordeiro inocente
alimentando-se
do seio materno
e à Virgem
entoam um canto:
Ave, ó mãe
do Pastor e Cordeiro,
Ave, és
aprisco da Mística Ovelha,
Ave,
preservas do oculto inimigo,
Ave, ó
chave das portas celestes.
Ave, por
ti congratula-se o céu com a terra,
Ave, por
ti, terra e céu, em uníssono cantam,
Ave, do
apóstolo, boca jamais silenciosa,
Ave,
invencível coragem dos mártires todos.
Ave, da fé
inabalável baluarte,
Ave, da
graça, fulgente estandarte,
Ave, por
ti foi o inferno espoliado,
Ave, nos
tens revestido de glória.
Ave,
Virgem e esposa!
ANTIFONA
IV
Observando
a estrela
que a Deus
os guiava,
os magos
seguiram seu fulgor.
Era
lâmpada segura em seu caminho,
que os
conduziu ao Rei poderoso.
Chegados
ao Deus inatingível,
o aclamam
felizes:
Aleluia!
(3 vezes)
«A
Adoração dos Magos»
Contemplaram
os magos, no colo materno,
Aquele que
plasmou o homem em suas mãos.
Compreenderam
ser ele o seu Senhor,
escondido
sob o aspecto de servo.
Solícitos,
oferecem-lhe seus dons
e à Mãe
aclamam:
Ave, que a
estrela perene geraste!
Ave, és
aurora do místico dia!
Ave, que a
forja do engano extinguistes!
Ave, o
mistério de Deus iluminas!
Ave, o
tirano inimigo dos homens destronas!
Ave, que o
Cristo, mostraste Senhor nosso amigo!
Ave,
resgatas do culto selvagem aos deuses!
Ave, teus
filhos libertas do ataque do mal!
Ave, que o
culto do fogo extinguistes!
Ave, que
aplacas o fogo dos vícios!
Ave, que
educas o crente a ser casto!
Ave,
alegria de todos os povos!
Ave,
Virgem e esposa!
ANTÍFONA V
Mensageiros
de Deus
tornaram-se
os magos
de volta
para suas terras.
Cumpriu-se
o antigo oráculo
quando a
todos falavam de Cristo,
sem pensar
no estulto Herodes,
incapaz de
cantar:
Aleluia!
(3 vezes)
«Fuga para
o Egito»
Egito tu
iluminas
com o
resplendor da verdade,
afugentando
as trevas do erro.
À tua
passagem os ídolos caíam
não
podendo te suportar, Senhor.
E os
homens, libertados do engano,
à Virgem
aclamam:
Ave,
reergues o gênero humano!
Ave, ruína
total dos demônios!
Ave,
esmagaste a potência enganosa!
Ave, que o
logro dos ídolos mostras!
Ave, ó mar
que afogou o faraó demoníaco!
Ave,
rochedo a saciar os sedentos de vida!
Ave,
coluna de fogo a guiar os errantes!
Ave, és
abrigo do mundo, mais amplo que as nuvens!
Ave, o
maná verdadeiro nos deste!
Ave, nos
serves delícias sagradas!
Ave, ó
terra por Deus prometida!
Ave, ó
fonte do mel e do leite!
Ave,
Virgem e esposa!
Simeão, o
velho,
já no fim
dos seus dias,
estava
para deixar a sombra deste mundo.
A ele
foste apresentado como Menino,
mas,
vendo-te qual Deus poderoso,
admirou o
arcano desígnio e exclamava:
Aleluia!
(3 vezes)
III
Estação: «A Virgindade Fecunda de Maria»
Renovou o
Excelso
as leis
deste mundo
quando
veio habitar entre nós.
Germinado
no seio de uma Virgem,
conserva-o
intacto como sempre o fora.
Nós,
admirados por este prodígio,
à Virgem
santa cantamos:
Ave, ó
flor da total virgindade!
Ave,
protótipo da castidade!
Ave, da
ressurreição, claro emblema!
Ave, que a
vida dos Anjos revelas!
Ave,
frutífera planta, alimento do crentes!
Ave, ó
árvore umbrosa que abrigas a muitos!
Ave, teu
seio carrega o mentor dos errantes!
Ave, que à
luz deste o libertador dos cativos!
Ave, que o
justo Juiz nos abrandas!
Ave,
perdão do relapso e contrito!
Ave,
coragem dos desesperados!
Ave, és
amor que preenche os desejos!
Ave,
Virgem e esposa!
ANTÍFONA
VII
Contemplando
o parto milagroso,
e
afastados do mundo,
dirigimos
a mente para o céu.
O
Altíssimo apareceu entre nós
no humilde
aspecto humano de um pobre
e eleva ao
mais alto da glória
aqueles
que cantam:
Aleluia!
(3 vezes)
«A
Maternidade Divina de Maria para a nossa Salvação»
A Palavra
de Deus infinito
habitava
na terra
e enchia
os céus.
Sua
descida amorosa até o homem
não fez
mudar sua suprema morada.
Era o
divino parto da Virgem
que ele
ouvia cantar:
Ave,
morada do Deus infinito!
Ave, ó
porta do augusto mistério!
Ave,
mensagem que inquieta os descrentes!
Ave,
ufania e segurança dos crentes!
Ave,
veículo santo do Altíssimo Filho!
Ave,
mansão gloriosa do Verbo encarnado!
Ave, da
virgem e mãe as grandezas reúnes!
Ave, os
contrários a um fim tão igual consorcias!
Ave, o
pecado de Adão dissolveste!
Ave, por
ti foi o céu reaberto!
Ave, ó
chave do reino de Cristo!
Ave,
esperança dos bens sempiternos!
Ave,
Virgem e esposa!
ANTÍFONA
VIII
Toda a
multidão dos anjos,
admirada,
contempla
o mistério
de Deus encarnado.
Ao senhor
inacessível,
feito
homem, admira-o, acessível,
caminhar
pelas sendas humanas,
ouvindo
cantar:
Aleluia!
(3 vezes)
«O
Mistério do Parto Virginal de Maria»
Os
eloqüentes oradores,
como
peixes emudecem
diante de
ti, santa Mãe do Verbo.
Não
compreendem como foi possível
permanecer
Virgem depois de ser Mãe.
Nós, teus
devotos, o prodígio admiramos
e com fé
proclamamos:
Ave,
sacrário da ciência divina
Ave,
tesouro da fiel providência
Ave, os
sapientes afirmas ignaros
Ave, os
loquazes revelas vazios.
Ave,
convences de inane a astuciosa palavra
Ave, que
tornas sem nexo os criadores dos mitos
Ave, os
astutos sofismas dos gregos desfazes
Ave,
replenas as redes dos bons pescadores.
Ave, nos
livras da imensa ignorância
Ave,
iluminas inúmeras mentes
Ave, batel
dos que querem salvar-se
Ave, ó
porto dos nautas da vida.
Ave,
Virgem e esposa!
ANTÍFONA
IX
Para
salvar o mundo,
o Criador
de todas as coisas
quis vir a
ele.
Sendo
Deus, tornou-se nosso Pastor
e apareceu
entre nós como Cordeiro.
Sendo
homem, atrai a si os homens
e como
Deus ouve cantar:
Aleluia!
(3 vezes)
IV
Estação: «Maria: Modelo de Pureza e Santidade»
Ó Virgem,
Mãe de Cristo,
vindo
morar em teu seio,
o divino
Criador te fez
o baluarte
das virgens
e de
quantos a ti recorrem.
Ele nos
convida a cantar
em tua
honra, ó Ilibada:
Ave, pilar
da integral virgindade!
Ave, ó
porta de quem quer salvar-se!
Ave, ó
mestra das coisas sagradas!
Ave,
doadora da Graça Divina!
Ave, dá a
vida nova aos nascidos na culpa!
Ave,
instrutora das mentes que estavam dispersas!
Ave, tu
expulsas aqueles que a mente corrompe!
Ave, ó Mãe
de Jesus, semeador de almas castas.
Ave, ó
tálamo em núpcias virgíneas
Ave, que
os crentes com Deus concilias
Ave, ideal
pedagoga das virgens
Ave, que
os santos recobres de bênçãos.
Ave,
Virgem e esposa!
ANTÍFONA X
É sempre
inferior o canto
que
presuma engrandecer
as tuas
inúmeras virtudes.
Tantos
como é a areia da praia
podem ser
os nossos hinos, ó Rei Santo,
porém,
nunca alcançariam as graças
que destes
a quem canta:
Aleluia!
(3 vezes
«Maria,
Mãe de Quem Nasce a Igreja»
Como tocha
luminosa
a iluminar
os que jazem nas trevas,
resplandece
a Virgem Maria.
Foi ela
que acendeu a Luz eterna.
Seu fulgor
ilumina as mentes
e é guia à
sabedoria divina,
inspirando
este canto:
Ave, do
místico sol o lampejo!
Ave, ó
astro da flama perene!
Ave, ó
clarão que iluminas as almas!
Ave,
trovão a assustar o inimigo.
Ave, tu
fazes luzir esplendor fulgurante!
Ave,
transbordas o rio com mil afluentes!
Ave,
figura das águas do santo batismo!
Ave, tu
lavas as manchas de nossos pecados.
Ave,
lavacro que iliba a consciência!
Ave, ó
taça que infunde alegria!
Ave, o
perfume de Cristo recendes!
Ave, ó
vida do sacro banquete.
Ave,
Virgem e esposa!
ANTÍFONA
XI
Querendo
nos perdoar o primeiro pecado,
Aquele que
paga as dívidas de todos
busca
asilo no meio dos seus trânsfugas,
exilando-se
livremente do céu.
Rasgando o
antigo rescrito,
ouve
cantar:
Aleluia!
(3 vezes)
«Maria,
Protetora e Auxílio de Todos os Cristãos»
Glorificando
o teu parto,
todo o
universo te louva
qual
tabernáculo vivente, ó Senhora.
Colocando
sua morada no teu seio
Aquele que
segura tudo em sua mão,
o Senhor,
te fez santa e gloriosa,
e nos
convida a te louvar:
Ave, ó
casa de Deus e do Verbo!
Ave, ó
santa mais santa que os santos!
Ave, no
espírito, arca dourada!
Ave,
infinito tesouro de vida.
Ave,
precioso diadema dos reis piedosos!
Ave,
louvor glorioso dos pios sacerdotes!
Ave, ó
torre inconcussa da Igreja de Cristo!
Ave, tu és
baluarte invencível do império.
Ave,
troféus por ti conquistados!
Ave, por
ti o inimigo é vencido!
Ave,
remédio do corpo doente!
Ave, tu és
a salvação de minha alma!
Ave,
Virgem e esposa!
ANTÍFONA
XII
Digna de
todo louvor,
Santa Mãe
do Verbo,
Santíssimo
entre todos os Santos,
recebe,
nesse canto, a nossa oferta.
Salva o
mundo de todo perigo;
de todos
os males e dos castigos futuros
1ivra-nos,
a nós que cantamos:
Aleluia!
(3 vezes)
E
repete-se novamente o tropário:
TROPÁRIO
A ti
Maria, como ao general invencível,
meus
cantos de vitória.
A ti, que
me livraste de meus males,
ofereço
meus cantos de reconhecimento.
Pois que
tens uma força invencível,
livra-me
de toda espécie de perigos,
a fim de
que te aclame:
Aleluia!
(3 vezes)
peregrinação da paróquia são jorge ao santuário nacional de aparecida-sp
INFORMAMOS OS NOSSOS LEITORES E SEGUIDORES QUE BREVEMENTE ESTAREMOS POSTANDO AS FOTOS DA DIVINA LITURGIA OCORRIDA DOMINGO DIA 26 NA BASÍLICA MENOR DE APARECIDA.