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quinta-feira, 26 de novembro de 2015

ADVENTO: TEMPO DE CONVERSÃO.


Queridos irmãos e irmãs, neste sábado dia 28 de novembro, com a oração das Primeiras Vésperas (Liturgia das Horas), estaremos inaugurando o precioso Tempo do Avento. Tempo movido por uma grande “tristeza alegre”: tristeza porque nossos membros e sentidos estavam acostumados com o pecado e agora somos chamados intensamente à conversão. A alegria de reviver mais intensamente a expectativa pela volta do Senhor nos alegra, então também será um tempo de tristeza por ter que abandonar os elementos das trevas que tanto gostávamos e estávamos acostumados. Mas a graça divina oferecida por Deus aos seus filhos e filhas independe de um tempo determinado, o apelo de Deus à conversão é diário e constante. Mas sentimos fortalecidos quando sabemos que milhares de irmãos e irmãs pelo mundo afora estão empenhados no mesmo objetivo. (Cremos na comunhão dos santos). Nosso Deus que é Pai está como o da parábola do filho pródigo; sempre de olho na estrada a espera da nossa volta.  Ele quer caminhar conosco. Afinal Ele é o Emanuel: Deus Conosco. Para isso é preciso que também da nossa parte demos uma resposta na forma de preparar os caminhos, endireitando as estradas, removendo os obstáculos que podem nos fazer cair novamente.  “E João percorria toda a região do Rio Jordão pregando um batismo de conversão para o perdão dos pecados, conforme está escrito no livro do  Profeta Isaías: «Esta é a voz do que grita no deserto: preparem os caminhos do  Senhor e  endireitem as suas estradas. Todo vale será aterrado toda montanha e colina serão aplainadas; as estradas curvas ficarão retas, e os caminhos esburacados serão nivelados E todo homem verá a salvação de Deus”. (Lc 3,7)
Por isso esse exercício requer um profundo  exame de vida. E nada melhor do que aproveitar este Tempo do Avento para fazer uma completa e sincera Confissão sacramental. Se o Senhor veio para destruir a obra do Maligno que é o pecado; que sentido tem celebrar o Natal, ou melhor; esperar pela volta do Senhor de braços dados com o pecado. Isso é desconsiderar a obra salvadora de Deus e nos condenar a nós mesmos. Tempo do Avento: tempo de espera, tempo de graças pois: O povo que andava nas trevas viu uma grande luz, e uma uma luz brilhou para os que habitavam um pais tenebroso porque  para nós nasceu um menino, um filho nos foi dado: sobre o seu ombro está o manto real, e ele se chama «Conselheiro Maravilhoso», «Deus Forte», «Pai para sempre», «Príncipe da Paz».Grande será o seu domínio, e a paz não terá fim sobre o trono de Davi e seu reino, firmado e reforçado com o direito e a justiça, desde agora e para sempre.(Is 9)

Durante este tempo os paramentos roxos do sacerdote e as alfaias do altar lembrarão como na Grande Quaresma o caráter penitencial deste tempo do Advento; tempo de espera, quando não apenas recordamos a primeira vinda do Senhor como reafirmamos nossa esperança na sua volta gloriosa.
Pois entre a primeira e a segunda vida do Senhor devemos permanecer vigilantes e atentos sobre o modo como Ele vem até nós hoje: exercendo sua misericórdia no Sacramento do perdão; que como Bom Pastor que é nos carrega em seus ombros e nos alimenta co o grande dom de si mesmo no Sacramento da Comunhão. Isto Ele nos dá de presente. E no seu Natal que tal darmos a Ele o pressente de nós mesmos:
 "Irmãos, pela misericórdia de Deus, peço que vocês ofereçam os próprios corpos como sacrifício vivo, santo e agradável a Deus. Esse é  o culto autêntico de vocês    se amoldem ás estruturas deste mundo, mas transformem-se se pela renovação da mente, a fim de distinguir qual é a vontade de Deus: o que é bom, o que é agradável a ele, o que é perfeito (Rom)
Durante o Tempo do Avento o atendimento para o Sacramento da Confissão será em todas as Quintas e Sextas feiras das 09:00 ás 12:00 das 14:00 ás 17:00
No Domingo dia 20 (sábado dia 19 ás 19:00 horas) ás 09:00 e 19:00 horas haverá a Benção do Pão do Natal.
No dia 24 de dezembro a Divina Liturgia será ás 20:00 horas.

VISITA PASTORAL DE DOM JOSEPH GEBARA E FESTA DE SÃO NICOLAU








 




 






 




















 




 





 


















 














quarta-feira, 18 de novembro de 2015

21 de novembro

Apresentação da Santa Mãe de Deus no Templo
Hoje, o universo inteiro, cheio de alegria,
na insigne festa da Mãe de Deus, exclama:
Eis aqui o celeste tabernáculo!
Ana hoje nos preanuncia a alegria [ ... ]:
cumprindo o seu voto apresenta ao Templo do Senhor
aquela que é verdadeiramente
o templo do Verbo de Deus e sua Mãe puríssima
Vós sois  o oráculo dos profetas, a glória dos apóstolos,
o orgulho dos mártires e a renovação de todos os mortais,
ó Virgem Mãe de Deus.
Por isso honramos a vossa entrada no templo do Senhor
e, juntamente com o anjo,
vos  saudamos com os nossos cânticos,
nós que fomos salvos pela vossa intercessão.
(Ofício de Vésperas).
No Santo dos Santos,
a Santa e Imaculada é introduzida pelo Espírito Santo
para ali habitar e ser nutrida por um anjo;
ela é o templo mais santo do Deus Santo;
com o seu ingresso santifica todas as coisas
e diviniza a natureza decaída.
Hoje é o prelúdio da benevolência de Deus
e a proclamação preliminar da salvação dos homens:
a Virgem apresenta-se com esplendor no templo de Deus
e antecipadamente anuncia Cristo a todos.
A ela, nós também clamemos em alta voz:
Salve, ó realização dos planos do Criador.
Tropário (4º tom)
O puríssimo templo do Salvador, a Virgem,
o preciosismo tálamo, o sagrado tesouro da glória de Deus,
é apresentada hoje à casa do Senhor,
introduzindo com ela a graça do Espírito divino.
Os anjos de Deus a louvam, clamando:
Esta é o tabernáculo celeste.
Kondakion (4º tom)
Ó Imaculada Mãe de Deus,
vós tendes na alma a beleza resplandecente da pureza,
és cheia de graça celestial;
vós  iluminais sempre com eterna luz
os que com alegria exclamam:
Na verdade, vós sois a mais excelsa de todas as criaturas,
ó Virgem pura!

VISITA DO ÍCONE

"MÃE DO DIVINO AMOR" 

Por ocasião da celebração da Divina Liturgia presidida pelo Arquimandrita João na "Casa de Nossa Senhora" em Éfeso na Turquia, no Domingo de Pentecostes deste ano de 2015, este ícone foi lá adquirido e consagrado. 
 A partir do Primeiro Domingo do Advento dia  29 de novembro, cada família o levará para casa permanecendo por uma semana, reunindo familiares, vizinhos e amigos para um momento de oração e trazendo no domingo seguinte para entregá-lo para outra família. 
Para agendar a visita entre em contato com o Arquimandrita João no final de cada celebração, ou na Secretaria Paroquial. 

sexta-feira, 16 de outubro de 2015

RECORDAR É VIVER...
VISITA DO PAPA BENTO XVI À SEDE  DA CONGREGAÇÃO PARA AS IGREJAS ORIENTAIS Venerados Irmãos no Episcopado e no Sacerdócio Prezados irmãos e irmãsSábado, 9 de Junho de 2007DISCURSO DO SANTO PADREBeatitudeChegou o dia, esperado também pelo Papa, de visitar a Congregação para as Igrejas Orientais. Trata-se de um dia significativo, inclusive porque hoje o calendário da Igreja latina recorda Santo Efrém, grande Doutor da Igreja síria. Estou reconhecido ao Senhor e a todos vós por este encontro muito cordial. Saúdo o Cardeal Prefeito, Ignace Moussa Daoud, e agradeço-lhe as suas amáveis expressões de homenagem. Faço extensiva a minha lembrança ao Arcebispo Secretário, D. António Maria Veglió, ao Subsecretário, aos Colaboradores e a todos os presentes.Dirijo o meu pensamento ao Papa Bento XV, de feliz memória que, há noventa anos, instituiu a "Sagrada Congregação para a Igreja Oriental". O Beato Pio IX tinha constituído no seio da Propaganda Fide a "Secção Oriental". Todavia, para "evitar o temor de que os Orientais não fossem tidos na devida consideração pelos Pontífices Romanos", o Papa Bento XV desejou a nova Congregação, totalmente autónoma, dispondo quanto era necessário para o seu melhor funcionamento. E ele mesmo assumiu o seu governo. Como testemunha o "Motu proprio" Dei providentis, ele desejava manifestar claramente que "in Ecclesia Iesu Christi, ut quae non latina sit, non graeca, non slavonica, sed catholica, nullum inter eius filios intercedere discrimen" (AAS, 9 [1917], pp. 529-531).Começava precisamente então uma fase dramática da história, de maneira especial para o Leste europeu. Os períodos subsequentes viriam confirmar, mais providencial do que nunca, aquela decisão pontifícia destinada a assegurar aos Orientais católicos, através de uma Congregação específica, a atenção da Igreja, que sucessivamente teria acompanhado muitos deles no período não breve da perseguição. Depois do silêncio, chegou a hora do resgate, e assim a vida e a missão da Igreja puderam retomar, desenvolver-se e consolidar-se. Na presente circunstância, dou graças mais uma vez ao Senhor pelos desígnios da sua bondade divina. Todavia, como pai e pastor, sinto o dever de elevar a Deus uma ardente oração e dirigir um vigoroso apelo a todos os responsáveis para que, em toda a parte, do Oriente ao Ocidente, as Igrejas possam professar a fé cristã em plena liberdade. Aos filhos e às filhas da Igreja seja concedido, em toda a parte, viver na tranquilidade pessoal e social: sejam garantidos a dignidade, o respeito e o futuro aos indivíduos e aos grupos, sem qualquer preconceito em relação aos seus direitos de fiéis e de cidadãos.Dos meus lábios eleva-se, outrossim, uma urgente invocação de paz para a Terra Santa, o Iraque, o Líbano e todos os territórios que se encontram sob a jurisdição da Congregação para as Igrejas Orientais, assim como para as outras Regiões inseridas no turbilhão de uma violência aparentemente irrefreável. Possam as Igrejas e os discípulos do Senhor permanecer lá onde a Providência Divina os colocou por nascimento; lá onde eles merecem permanecer, em virtude de uma presença que remonta aos primórdios do Cristianismo. Ao longo dos séculos, eles distinguiram-se por um amor inquestionável e inseparável pela sua própria fé, pelo seu povo e pela sua terra.Esta visita põe-me na esteira dos meus venerados Predecessores: os Servos de Deus Paulo VI e João Paulo II, e o Beato João XXIII, que vieram pessoalmente encontrar-se com os Superiores e os Oficiais desta Congregação. Além disso, através dela tenciono dar simbolicamente continuidade à peregrinação até ao fulcro do Oriente, que o Papa João Paulo II propôs na Carta Apostólica Orientale lumenUma vez que a venerável e antiga tradição das Igrejas Orientais faz parte integrante do património indiviso da Igreja de Cristo (C.f. Unitatis redintegratio17), ele exortava a conhecê-la, afirmando: "É necessário que também os filhos da Igreja católica de tradição latina possam conhecer em plenitude este tesouro e sentir assim, juntamente com o Papa, a paixão para que seja restituída à Igreja e ao mundo a manifestação plena da catolicidade da Igreja" (Orientale lumen1). Idealmente, comecei esta peregrinação assumindo o nome de um Papa que amou muito o Oriente. E, inaugurando oficialmente o Serviço petrino do Bispo de Roma, recolhi-me no sepulcro do Apóstolo, convocando ao meu lado os Patriarcas orientais em comunhão com o Sucessor de Pedro. Assim, diante de toda a Igreja, imergi-me espiritualmente na fonte sempre jorrante do Credo apostólico, fazendo minha a profissão de fé do Pescador da Galileia no "Filho de Deus vivo" (Mt 16, 16). E voltei a ouvir a consoladora promessa do Senhor Jesus: "Tu és Pedro" (Ibid., v. 18). Tinha a certeza de que estavam ao meu lado, juntamente com os seus Pastores, os filhos e as filhas do Oriente que, fiéis à sua própria tradição, se rejubilam por beneficiar também do carisma de comunhão conferido por Jesus a Pedro e aos seus Sucessores.Enfim, a viagem apostólica à Turquia, inesquecível pelo abraço comovedor à comunidade católica e pelo seu significado ecuménico e inter-religioso, constituiu mais um momento de especial fecundidade na minha peregrinação ao coração do Oriente.Hoje, o Papa agradece novamente aos Orientais a fidelidade paga com o sangue, da qual permanecem páginas admiráveis ao longo dos séculos, até ao martirológio contemporâneo! E ele, por sua vez, assegura-lhes que deseja permanecer ao seu lado. E confirma a profunda consideração que tem pelas Igrejas Orientais Católicas, em virtude do seu singular papel de testemunhas vivas das origens (cf. Orientalium Ecclesiarum1). Efectivamente, não há futuro para a Igreja de Cristo, sem um relacionamento constante com a tradição das origens. São de modo particular as Igrejas Orientais que conservam o eco do primeiro anúncio evangélico; as mais antigas memórias dos sinais realizados pelo Senhor; os primeiros reflexos da luz pascal e o revérbero do fogo inextinguível de Pentecostes. O seu património espiritual, arraigado no ensinamento dos Apóstolos e dos Padres, gerou venerandas tradições litúrgicas, teológicas e disciplinares, demonstrando a capacidade do "pensamento de Cristo", de fecundar as culturas e a história.Precisamente por isso também eu, como os meus Predecessores, considero com estima e carinho as Igrejas da Ortodoxia: "Um laço particularmente estreito já nos une. Temos em comum quase tudo... e sobretudo temos em comum o anélito sincero da unidade" (Orientale lumen3). Os bons votos, que se elevam das profundezas do coração, são por que este anseio possa encontrar depressa a sua plena realização.A Igreja universal encontra no património das origens a capacidade de falar ao homem contemporâneo de modo unânime e convincente: "As palavras do Ocidente precisam das palavras do Oriente, para que a Palavra de Deus manifeste cada vez melhor as suas riquezas insondáveis" (Orientale lumen28). O Concílio Ecuménico Vaticano II formula votos a fim de que as Igrejas Orientais "floresçam e cumpram, com novo vigor apostólico, a missão que lhes foi confiada [...] de promover a unidade de todos os cristãos, especialmente orientais, segundo o princípio do decreto "sobre o Ecumenismo" [...] em primeiro lugar pela oração, o exemplo de vida, a escrupulosa fidelidade às antigas tradições orientais, o mútuo e mais profundo conhecimento, a colaboração e a fraterna estima de coisas e pessoas" (Orientalium Ecclesiarum1e24).Favorecidas por uma tradição de vida plurissecular, elas deverão enfrentar o desafio inter-religioso em espírito de verdade, de respeito e de reciprocidade, a fim de que as diversas culturas e tradições encontrem a mútua hospitalidade no nome do único Deus (cf. Act 2, 9-11).A Congregação tem tarefas bem definidas, que desempenha com dedicação competente. Estou feliz por poder manifestar-lhe o meu grato apreço e encorajá-la a inserir todos os seus actos no contexto da missão que é própria das Igrejas Orientais e daquele componente da Igreja latina, que lhe é confiada. Reitero a irreversibilidade da opção ecuménica e a inderrogabilidade do encontro a nível inter-religioso. Elogio a mais correcta aplicação da colegialidade sinodal e a pontual verificação do desenvolvimento eclesial suscitado pela reencontrada liberdade religiosa. O Papa tem em grande atenção a prioridade da formação, assim como a actualização da pastoral familiar, juvenil e vocacional, e a valorização da pastoral da cultura e da caridade.Deverá continuar e, aliás, aumentar aquele movimento de caridade que, por mandato do Papa, a Congregação acompanha a fim de que, de maneira ordenada e equitativa, a Terra Santa e as outras Regiões orientais recebam a necessária ajuda espiritual e material para fazer frente à vida eclesial ordinária e às necessidades particulares. Finalmente, é necessário um esforço inteligente também para enfrentar o sério fenómeno das migrações, que por vezes priva dos melhores recursos as comunidades mais provadas. É preciso garantir aos migrantes uma adequada hospitalidade no renovado contexto, bem como o vínculo indispensável com a sua própria tradição religiosa.Com estas preocupações, a Congregação colocar-se-á ao lado das Igrejas Orientais para promover o seu caminho no respeito pelas suas prerrogativas e responsabilidades. Nesta tarefa não fácil, ela sabe que pode contar sempre com o Papa, com os Organismos da Cúria Romana, segundo as respectivas funções, com as Instituições que estão vinculadas à mesma; penso, acima de tudo, no Pontifício Instituto Oriental, que também celebra o nonagésimo aniversário de fundação, e ao qual dirijo o meu agradecimento pelo insubstituível e qualificado serviço eclesial.Confio estes bons votos ao Beato João XXIII: o Oriente impressionou-o profundamente, a ponto de o ter levado a convocar o "novo Pentecostes do Concílio", em docilidade ao Espírito e em cordial abertura a todos os povos. Está próxima de nós a Santíssima Mãe de Deus, que na vossa capela bizantina pude venerar diante dos Santos Ícones, circundada pela plêiade de Testemunhas.
Confiantes na Toda Santa, as Igrejas Orientais cultivem esta variedade que não prejudica mas, ao contrário, exalta a unidade, a fim de que a Igreja inteira venha a ser o "sacramento da íntima união com Deus e da unidade de todo o género humano" (cf.Lumen gentium1).Estimados amigos, transmito-vos a minha saudação destinada aos irmãos e às irmãs do Oriente, para que eles sintam, também graças ao trabalho quotidiano da Congregação, que ocupam sempre um lugar no coração do Papa de Roma. Por isso concedo a cada um de vós a Bênção apostólica, que de bom grado faço extensiva aos vossos entes queridos e a todas as Igrejas Orientais Católicas.